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sexta-feira, 2 de maio de 2014

Carol Giraldi

(...) Mamãe da Princesa Alice Eduarda *-*




A Descoberta e o Relato do Parto:

Eu engravidei aos meus 20 anos de idade, pai verdadeiro da Alice me mandou embora de casa e daí os problemas começaram, voltei para casa dos meus pais. As primeiras 5 semanas eu tive de uma so vez 2 rompimentos de plascenta, fui ao medico fiz meu primeiro ultrasom de emergência ai eu e a vovo ouvimos a primeira vez os batimentos,uma sensação inexplicável,tomei os remédios e ficou tudo bem. Fui fazer o ultrasom morfológico que meu medico pediu com 8 a 9 semanas, ai sim descobrimos que ela tinha (Gastrosquize ou como mas conhecida Onfalocele) a dela foi a má formação do abdômen, ela iria nascer com os orgãos (INTESTINO E FIGADO) Para fora, envolvidos por uma pele muito fina, a dela era maior que a cabeça dela, ai meu medico falou que o certo era fazer o Aborto porque poderia nascer com outros problemas congênitos como (retardamento mental vegetativo, síndrome de dow também vegetativa ), mas ai ele me pediu pra me consulta com um Anjo o Dr. Mauricio Saito. Nesse intervalo conheci meu outro anjo meu marido Cicero Elias minha pilastra me ajuda ate hoje minha vida,que cuida de nos. Fui fazer a consulta com o Dr. Mauricio Saito, ele é pioneiro em fazer genética e ultrasom de alto resoluções. Eu fiz com ele 2 retiradas de líquido da placenta pra fazer a cadeia genética da Alice pra saber se poderia nascer com uns dos problemas genéticos e outros, não precisaria retira os líquido se o reprodutor dela desse o sangue, ele não doou, bom ai fiz as retiradas. Na 1° o medico não tinha tanta esperança, eu gravei o ultrasom mas o Dr. Ficou com ele, ele foi fazer uma palestra nos E.U.A convenção de médicos, ai ele me pediu a 2° e ele estava mas esperançoso me disse que ela não teria nenhum problema, e eu segui minha gestação assim sabendo que ela iria nascer com esse problema genético. Com 36 semanas e 4 dias a Alice Eduarda veio ao mundo no dia 20/05/2013, o medico veio me pergunta se gostaria de vela pelo fato dela ter nascido com os órgãos para fora, eu disse claro gerei ela assim e sabia isso desde do inicio quando ele me trouxe ela eu vi aquele anjo eu dei um chero nela e vi a sua barriguinha ai ele já levou ela pra U.T.I Neo Natal Bom Clima. Os médicos empurraram o abdômen dela e com 12 dias de vida ela fez a 1 cirurgia colocaram tudo para dentro, na cirurgia ela teve uma parada cardíaca e um derrame cerebral, ela ficou entubada 9 dias depois disso o medico veio me dizer que ela não tava mas aceitando nenhum aparelho de respiração e ela teve que ser desentuba, porque ela tava brigando com os aparelhos. Com 30 dias eu vi que ela tava tendo uns espasmos nas mãos, nos pés, os médicos pediram untrasom do cérebro não deu nada, mas na tomografia constou que ela tinha uma lesão equivalente a um derrame de um adulto, eles começaram a administrar mais remédios nela. Com 37 dias de vidas foi meu 1° contato com ela, peguei ela no colo, nossa como aquele momento foi mágico, com 40 dias internada ela teve alta do hospital. Nesse tempo ela teve mas 2 cirurgias retirou a tela que ela tinha no abdômen e hoje já esta todo fechado o abdômen dela, porem ainda tem um buraquinho que insiste em fica aberto mas esta ótima graças a Deus, os médicos não acreditam que ela esta viva porque ela teve a Onfalocele considerada gigante. Essa é nossa historia de vida espero que ajude muitas mães porque nem todos conhece esse problema genético e só passa a conhecer quando acontece com nos, como aconteceu comigo!

                 

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Para todas as mães que também são pais!

(...) Um belo dia você se sente mal, a menstruação atrasa, seu corpo muda e você resolve tirar a dúvida da cabeça: “Será que estou grávida?”. Compra o teste mais barato que tem na farmácia (antes que perguntem: de R$10 a R$20), toma coragem, faz xixi no potinho, e então… tchãraam! Duas tiras surgem no filete… é, cara amiga… tenho uma notícia pra você:  Você está grávida! (Faça o teste de sangue e passe por um ginecologista após isso, ok? É de graça e alguns saem em 1 hora.) 
Digamos que na melhor das hipóteses você está tentando engravidar a muito tempo, é casada, tem um emprego dos sonhos e todos esperam que você tenha logo um bebê, se esse é teu caso: PARABÉNS! Mas, como nada é perfeito, muitas vezes o filho é inesperado e você não sabe como lidar com isso. Na hora a vista fica escura, o coração ou para ou dispara, bate AQUELE desespero e um pensamento recorrente “Putz! O que eu faço agora?”. Se você está em dúvidas entre contar a sua família antes ou depois do pai da criança: primeiro conte ao pai do seu bebê. Assim você terá uma posição ao contar a sua família, se o cara vai ou não assumir e etc… E eles poderão te ajudar a resolver isso melhor.
Na segunda melhor das hipóteses você se relaciona(ou) com um cara legal, e, estando ou não juntos, ele vai enfrentar isso com você. Se esse for seu caso: PARABÉNS! Caso o cara que você namora/namorou/fica/mora seja um babaca, melhor ficar solteira… ok? Não force continuar/voltar com ele só por que você está grávida. Só vai te dar mais STRESS e você ao invés de UMA criança para cuidar, terá DUAS. Vai por mim (...) Não vou entrar no mérito de você não saber quem é o pai (...) Neste caso, eu espero que você tenha uma família e alguns amigos que te ajudem a passar por isso. 
Bom, agora digamos que você está(va) se relacionando um cara não muito legal, ou qualquer coisa que impeça você de estar tranquila ao contar que depois dos nove meses ele vai ver o resultado (...) Como contar a ele? Afinal, é responsabilidade dele também, você não fez um bebê sozinha, fez?
1ª hipótese: O Cara é legal!
Possíveis reações: 
  • Ele vai aceitar normalmente, e até ajudar a te acalmar.
  • Ele vai ficar confuso como você, mas o nervoso vai passar e tudo vai se ajeitar.
2ª hipótese: O Cara é um babaca!
Possíveis reações: 
  • "Esse filho não é meu!"- Típico da raçaÉ óbvio que você tem que ter certeza de quem é o pai da criança que você tem aí dentro. Já que você tem CERTEZA: 1º- Não bata no cara. Como eu disse, isso é típico. 2º- Deixe o cara respirar e pensar sobre o assunto durante um tempo (2 dias no máximo, temos um pré-natal pela frente). GERALMENTE crianças levam mais tempo para absorver algumas coisas (...) após esse tempo, o cara acaba aceitando. Caso ele não aceite:
  • "Quero DNA!"- Desejo bastante recorrente em homens da raça. Mas esse é mais fácil, se o problema for o DNA e você tem CERTEZA de que o filho é dele, busque apoio de familiares, amigos, faça o teste e esfregue na cara dele.
  • "Você vai ter que abortar!"- Na minha modesta opinião, esse cara não deveria nem ter nascido e merece morrer. Mas digamos que temos que ter piedade e compaixão de um cara que não passou mentalmente dos 2 anos como esse. 1º- NÃO ABORTE! De atitude infantil já basta a desse cara que você teve a infelicidade de um dia conhecer, ok? Se você está grávida, seja mulher o suficiente de assumir o que fez e ponto! Será difícil? Meu… te digo… pra CARALHO! Mas não justifica a burrice de você abortar. Você tem uma vida aí dentro de você, um pedacinho de você. Alguém aí dentro que te ajudará a crescer e te dará as maiores alegrias do mundo. Podem parecer palavras vazias nesse primeiro momento de desespero, mas espere alguns meses e verá o que estou falando. Não mate seu bebê! 2º- Tenha calma! Crianças como esse indivíduo exigem paciência… 3ª- Seja firme! Tenha uma coisa em mente: "Não vou abortar com pai ou sem pai!". Diga isso a ele da melhor e mais calma forma possível (claro que terá vontade de voar na garganta dele), “Olha, eu vou ter essa criança com ou sem você!”, lembre-o que a justiça está ao seu lado. Caso ele não saiba, o filho, pela lei, já é dele com ou sem DNA. Caso ele exija DNA, vale a primeira dica. Enfim: não aborte. Veja se você quer mesmo este verme ops.. pai pro seu bebê, se achar que vale a pena, insista, se não, vá pra Guatemala e crie seu filho lá longe desse cara.
Tenha consciência de que você será pai e mãe dessa criança. As pessoas não mudam. Não espere que depois que nascer “ele vai aceitar”, ou, “quando ele ver a carinha dessa criança, ele vai mudar…”. Isso é mito, a maioria desses caras são frios mesmo, não se iluda. Mas acredite: você tem a força de 10 homens se for preciso. Afinal (...) Você É MÃE agora. Isso pode assustar nesse primeiro momento, mas acredite… é o “erro” mais certeiro que aconteceu na sua vida(...)Afinal, existe um manual de como enfrentar o mundo por você e pelo seu filho sem apoio 24h de um companheiro (ou companheira)? Como passar pelo preconceito da sociedade? E na hora do desespero não tendo pra quem ligar?

 E, antes que eu me esqueça:  Parabéns, mamães! rs. *--------* 

Mexendo na internet vendo alguns videos achei esse, me coloquei no lugar de muitas mães inclusive da minha e achei lindo e sei que MUITAS leitoras aqui do blog passam por isso, tirem 5 minutos para ver esse vídeo vale muito a pena , ah e Feliz dia das Mães adiantado para vocês *-

(...) 180º é um curta-metragem produzido pela Gatacine e 
dirigido por Marcelo Galvão criado para o Dia da Mães.

domingo, 6 de abril de 2014

Jéssyca Dias

Mamãe do Nicolas *-*



A Descoberta:

Eu sempre tive cisto no ovário e sempre fui gordinha. E minha ginecologista, disse que esse cisto só iria aumentar cada vez mais que eu engordasse, e eu nunca conseguia emagrecer. Em uma consulta, ela me disse que o tamanho do cisto estava enorme, e só conseguiria ter filho se eu retirasse. Então não me preocupei muito, além de eu não poder ter filho agora, só atrapalhava atualmente o problema da minha menstruação que descia 1 mês e ficava 2 meses sem nada. Então, passou dezembro e janeiro, e nada da menstruação vim. Meus seios começaram a doer, e eu comecei a ter enjoos logo na primeira semana do ano,e esses enjoos, fez com que eu perdesse 12 kg. Chegou Fevereiro, e então eu fiz dois testes de farmacia, o primeiro deu positivo e o segundo negativo. Fiquei em dúvida e não liguei muito, contei para meu namorado e ele me relembrou sobre o que a minha ginecologista tinha me falado há 3 meses atrás. Relaxei e não liguei mais pra isso. Até que os meus seios doíam cada dia mais, e o pé da minha barriga endurecia a ponto de eu andar curvada. Logo, achei estranho pois os enjoos continuavam e as dores e os desconfortos só aumentavam. Resolvi ir no posto mais próximo da minha casa, e lá constatou a verdade.Eu estava grávida de 3 meses e meio, foi uma grande surpresa. Fiquei alguns dias pra contar aos meus pais, contei, foi difícil pois eles não esperavam, mas entenderam. Esculto muito julgamento agora por estar de quase 4 meses e eu e meu namorado termos apenas 17 anos.


sábado, 8 de março de 2014

Chris Annes

Mamãe da Vitória *-*


A DESCOBERTA E O PARTO:


Sempre tive o sonho de ter 2 filhos. E minha mãe tbm sonhava com seus netinhos. Sou filha única, então éramos muito ligadas. Apenas 6 meses após o meu casamento, a primeira bomba veio na minha vida: minha mãe descobriu que estava com câncer, já em estado terminal. Após descobrir, sobreviveu apenas 1 mês e meio. Foram momentos muito difíceis. Quando ela descobriu a doença, disse que lutaria contra a doença por mim... Mas chegou num ponto onde ela não aguentava mais, o corpo pedia socorro, e ela não queria desistir. Foi quando a médica dela me disse que ela estava esperando algo para poder se entregar e ir em paz, eu tive certeza que eu é quem tinha que "liberá-la". Fui lá conversar com ela, e ela, nada boba, percebeu o que eu estava tentando fazer... ela me perguntou se ia morrer, eu disse que no meu coração não, pois ali ela viveria para sempre... ela disse que era isso que precisava saber. Meia hora após isso, ela se foi, deixando o primeiro grande buraco no meu coração.
Passados 3 meses do falecimento da minha mãe, eu e o marido resolvemos retomar os planos de ter um filho. Já na primeira tentativa eu engravidei. Porém, com 2 meses de gestação, veio o meu segundo buraco no coração: perdi essa primeira gestação, tão planejada. Lembro-me como se fosse hoje tanta dor (no corpo e na alma).Eu ainda estava no período de recuperação do primeiro aborto espontâneo quando engravidei acidentalmente de novo (a camisinha estourou). Faziam 2 meses da primeira perda. Porém, com dois meses de gestação, a segunda perda. Toda a dor física e emocional novamente. Me sentia incapaz de gerar, entrei em depressão... Mas mesmo assim, fui à luta, e procurei um dos melhores médicos da cidade, especialista em gestação de alto risco. Começamos a bateria de exames investigatórios, para descobrir o motivo do aborto recorrente. Descobrimos que eu tenho dois tipos de trombofilia, uma doença silenciosa, nas que dificulta muitas coisas. Eu tenho SAF e deficiência de proteína S (nem sabia que ela existia, rsrs). Com a trombofilia, o meu sangue coagula mais rápido do que o ideal, isso faz com que o corpo não tenha tempo de se preparar adequadamente para sustentar o feto durante a gestação e acontecem os abortos espontâneos. Enfim, depois da doença descoberta, ainda tinha mais um problema a vencer: o remédio que eu tinha que tomar todos os dias da gestação seria uma injeção, dada na barriga, todos os dias, e que custava nada menos do que R$ 1.500,00 por mês (hoje deve estar em torno de 1.900). Me perguntava todos os dias como é que eu ia conseguir o tratamento... pois não era barato, e eu não tinha o dinheiro. Também me perguntava se minha mãe estava no céu com meus dois bebês. Até que um dia, uma amiga minha de infância me encontrou no (falecido) orkut, e me disse que tinha que falar comigo uma coisa urgente. Para contextualizar, quando criança, ela morava na cidade da minha avó, a 500 km da minha cidade... e nós não tínhamos amigas em comum, nem nenhum parente em comum. Ela me disse que sonhou repetidas vezes com minha mãe e duas crianças, e que minha mãe dizia que estava tudo bem, e que ia dar tudo certo, e que ela tinha que me achar e me dar o recado. Depois desse sonho dessa amiga, meu médico me instruiu de que eu poderia conseguir o medicamento pelo SUS... mas que não era fácil. Fiquei um tempo em repouso para me recuperar das perdas, e após a liberação do médico, começamos as tentativas... Foram longos 5 meses de tentativas... quando, no dia do meu aniversário, a Vitória foi concebida. Sei que foi nessa data pois naquele mês eu estava gripada, e acabei namorando apenas no dia do meu aniver. Assim que veio o "positivo" no beta, demos entrada no processo para pegar o medicamento pelo SUS, e após muita burocracia, finalmente conseguimos.Todos os dias, a injeção que ardia por dentro da pele não era nada comparado ao sonho e à vontade imensa de ser mãe. Porém, como nada tinha sido fácil até agora, não ia começar agora, né! Com dois meses, lá estava eu novamente no médico, em meio a um novo aborto espontâneo. Fui internada às pressas. Exames e medicamentos na veia. Repouso absoluto. Voltei para casa, com recomendação de repouso absoluto por mais dois meses. Quando cheguei aos 4 meses da gestação, pensei que tudo estava melhor... Voltei a trabalhar, sempre com repouso relativo. Aos 6 meses, descobrimos que eu estava com diabetes gestacional. Tratei apenas com a mudança de hábitos alimentares e abstenção de açúcar e carboidratos. Aos 7 meses, tive mais um sangramento, seguido de uma perda de líquido. Novamente hospital. Desta vez não foi necessário permanecer internada, mas novamente tive que me afastar do trabalho.

 A Vitória nasceu com 37 semanas, de parto normal, com anestesia. O parto? Ah, foi lindo, e muito rápido! No dia que ela nasceu, fui no consultório, na consulta de rotina... o médico falou: "Vamos fazer o exame do toque?" E em seguida: "Nossa, menina, esse bebê está mais perto do que vc imagina! Vamos internar hoje". Nessa hora, eu estava com 4 cm de dilatação. Tive um dia normal, e a tarde fui para o hospital, pois meu médico ia me internar como se eu fosse fazer cesárea, porém, tinhamos como opção o parto normal. Fizemos assim por simples comodidade, tanto minha quanto dele. O médico do plantão me examinou, as 18h eu estava com 6 cm de dilatação. O meu médico chegou às 20h, eu estava com 7 cm de dilatação. às 21h, eu estava com 8 cm, e ele me avisou que a qualquer momento eu poderia começar a sentir as contrações... assim que elas começassem, ele me daria a anestesia, chamaria meu marido e faria meu parto. As 22h as contrações começaram. Tomei anestesia, não senti mais dor alguma... apenas a maravilhosa sensação de ser protagonista do momento mais importante da minha vida! O médico me levou pra sala de parto e chamou meu marido, que sentou ao meu lado, me segurou pelas costas e me ajudou a fazer força. Após a terceira força, a Vitória veio ao mundo, às 23h (...) Esse momento quando o bebê tão esperado toda mãe conhece! A alegria, a emoção, a ansiedade, o medo... tudo junto... Foi o momento mais mágico da minha vida. Tudo perfeito com ela. Eu me sentia plena! Nada mais podia me abalar! Hoje ela está com quase dois anos... é a minha grande alegria... a minha loucura, o meu ar!

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Dieta adequada fortalece mãe e bebê durante a amamentação

Cuidados à mesa devem ser redobrados nesta fase, já que por meio da amamentação é possível fornecer à criança todos os nutrientes adequados para ela se desenvolver e crescer com saúde.

OBS: Evite consumir alimentos com cafeína, 
já que eles podem deixar o bebê inquieto


A mamãe de primeira viagem logo começa a se questionar quanto ao tipo de dieta adequada durante e após a gestação, para que ela e o filho sejam beneficiados pelos nutrientes consumidos. Sendo assim, é comum que mulheres optem por seguir à risca alguns conselhos passados de geração em geração, tal como a crença de que, na fase de gestação, é preciso comer por dois, ou que beber muito leite significa produzir mais leite. 

Mas será que esse tipo de “artifício” ajuda mesmo? A nutricionista funcional Elaine Pádua, que atua no Hospital das Clínicas de São Paulo, na Universidade Federal de São Paulo e é diretora da Clínica DNA Nutri, afirma que grande parte dessas recomendações, assim como as duas acima, não passam de mitos. 

Segundo a especialista, as mulheres devem, sim, obedecer algumas regras alimentares importantes durante esse período, a fim de não prejudicar o leite e, consequentemente, a saúde dela e do bebê. Elaine afirma que, antes de qualquer instrução com relação à alimentação, a gestante ou a mamãe que está amamentando deve ingerir bastante líquido. 

Já no que diz respeito à dieta, não havendo nenhuma restrição médica, alguns alimentos podem trazer bastante benefício e ajudar tanto antes do nascimento do bebê, quanto repondo os nutrientes da mamãe, ou, ainda, ajudando a enriquecer o leite materno. 

Por outro lado, a nutricionista alerta que existem alimentos que devem ser evitados, principalmente quando a mulher já está amamentando, como itens que contenham cafeína (café, chocolate, chá preto, mate e refrigerantes a base de cola). O consumo elevado de cafeína pode tornar o bebê inquieto e agitado, além de provocar cólicas no pequeno. Grãos, repolho e couve flor também podem dar cólica no recém-nascido. Doces e bebidas alcoólicas devem ser evitados. 

É importante destacar que amamentar é extremamente benéfico para a saúde da mulher, pois diminui a possibilidade do aparecimento de diversas doenças, a exemplo do câncer de mama e ovário. Ademais, facilita que o útero da mãe retorne ao peso normal mais rapidamente. Já para o recém-nascido, não há melhor e mais completo alimento que o leite materno, que deve ser exclusivo até o sexto mês, pois atende todas as necessidades nutricionais do bebê. 

Regras gerais para a alimentação das mamães 

- Consumir folhas cruas em forma de saladas, temperadas com limão; 
- Consumir, uma vez ao dia, grãos de feijão, lentilha, grão de bico ou ervilhas; 
- Consumir quatro tipos de frutas ao longo do dia, em forma de suco ou ao natural; 
- Ingerir pelo menos 1 litro e meio de água durante o dia; 
- Evitar excessos de gorduras e açúcares; 
- Comer devagar, mastigando bem os alimentos; 
- Fracionar a dieta, fazendo, no mínimo, cinco refeições diárias em horários regulares; 
- Aumentar a ingestão de fibras; 
- Consumir bastante líquido ao longo do dia. Entretanto, deve-se evitar o consumo de líquidos durante as refeições que tiverem um maior volume de alimentos; 
- Evitar o consumo de bebidas alcoólicas (pois afetam o desenvolvimento do feto); 
- Não sentar ou deitar logo após as refeições.